Os insetos xilófagos, como térmitas e carunchos, atacam a madeira, comprometendo a sua estética e estrutura. Estas pragas estão amplamente distribuídas em Portugal, exigindo tratamentos eficazes para garantir a durabilidade das construções em madeira.
As normas EN350-2 e EN335-2 ajudam a avaliar a vulnerabilidade das madeiras e a definir os tratamentos adequados. A infestação por insetos é geralmente resolvível, sendo essencial conhecer o seu comportamento e aplicar tecnologias avançadas.
Na reabilitação, é muitas vezes possível preservar e tratar a madeira existente, protegendo-a contra futuras infestações de forma segura e económica.
As térmitas, muitas vezes chamadas de formigas com asas, formiga branca ou bicho da madeira, são insetos altamente destrutivos que se alimentam da celulose presente na madeira, papel, cartão e tecidos. Podem comprometer estruturas, danificando até o cartão do pladur®, deixando o gesso sem suporte.
Embora possam ser confundidas com formigas aladas, as térmitas têm um impacto muito mais grave nas habitações. Existem dois tipos principais em Portugal: térmitas subterrâneas, predominantes no continente, e térmitas da madeira seca, mais comuns nos arquipélagos. Entre as espécies mais relevantes estão Reticulitermes grassei, Reticulitermes flavipes, Cryptotermes brevis e Kalotermes flavicollis.
A Reticulitermes grassei é a espécie de térmita mais comum no continente, presente em praticamente todas as regiões. Para proliferar, necessita de humidade, sendo frequentemente uma patologia secundária da madeira. Vive no solo, formando colónias com centenas de milhares de indivíduos, e alcança as estruturas através de túneis subterrâneos e tubos de lama.
Os primeiros danos surgem em madeiras húmidas nos pisos inferiores, como rodapés e soalhos, podendo usar tubos elétricos como via de acesso. A prevenção passa por barreiras físicas e químicas, isolamento de tubagens, eliminação da humidade e vedação de fissuras. A deteção pode ser feita com dispositivos como Termatrac®, Audiotermes® ou através da instalação de iscos.
Ao contrário das térmitas subterrâneas, as térmitas da madeira seca não precisam de contacto com o solo, sobrevivendo em madeira com baixa humidade (<15%). Presentes sobretudo em São Miguel, Ilha Terceira e Madeira, formam colónias pequenas, mas numerosas, podendo coexistir na mesma estrutura.
Não produzem tubos de lama e causam danos mais lentamente. Durante o enxameamento, os alados entram nas construções por sótãos, fissuras e caixilharias. A sua presença é identificada pelos furos nas superfícies e pelo material fecal semelhante a areia.
Nos açores o Sistema de Certificação de Infestação por Térmitas, SCIT, é criado para assegurar a aplicação e conformidade das inspeções de bens móveis e imóveis no que respeita à determinação da existência de infestação por térmitas, certificar os processos e dos operadores de desinfestação dos edifícios, identificar medidas corretivas ou de redução de risco de infestação aplicáveis aos edifícios e seu recheio e aos materiais que o compõem e certificar como isentos de térmitas, madeiras e mobiliário ou outros bens móveis contendo madeiras e seus derivados celulósicos suscetíveis de ataque por térmitas. A COTA NUNES & SILVA LDA é uma empresa certificada pelo sistema SCIT, com a certificação OPT202411.
O caruncho, ou bicho da madeira, é um inseto coleóptero cujas larvas se alimentam da celulose, reduzindo a madeira a pó. Durante a fase adulta, perfuram a madeira para sair, deixando orifícios de diferentes tamanhos consoante a espécie.
As principais espécies em Portugal são:
(chamada para rede móvel nacional*)
(chamada para rede fixa nacional**)
O custo das comunicações depende do tarifário acordado com o seu operador.